No Brasil, algumas categorias de trabalhadores ficam de fora da proteção que a lei federal oferece à maioria. Empregada doméstica, cuidador de idoso, trabalhador do pequeno comércio — muitas vezes recebem só o salário mínimo nacional, um valor que já nasce defasado diante do custo de vida real de cada estado. Em Goiás, isso significa famílias inteiras vivendo no limite, sem nenhum reajuste que reconheça a realidade local.
Por isso, defendo a criação de um Salário Mínimo Regional para Goiás: um piso salarial estadual, acima do valor nacional, voltado justamente para essas categorias sem proteção específica em lei federal. Não é uma ideia nova nem arriscada — Paraná e Santa Catarina já aplicam esse modelo com sucesso, mostrando que é possível valorizar quem trabalha sem prejudicar a economia. Pelo contrário: mais renda no bolso do trabalhador significa mais consumo no comércio local, mais dinheiro circulando nas feiras e nos pequenos negócios de cada município goiano.
Como deputada estadual, vou liderar essa pauta através de uma Frente Parlamentar pelo Salário Mínimo Regional, com audiências públicas em diferentes regiões do estado para calcular, com técnica e diálogo, o valor justo para o trabalhador goiano. Sei que a palavra final é do Governador — mas o meu papel é construir esse projeto com seriedade, mobilizar sindicatos e sociedade civil, e cobrar que essa proposta chegue à mesa de decisão. Justiça social não é discurso: é colocar dinheiro de verdade no bolso de quem mais precisa.
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