Mérito e antiguidade para cargos de chefia nos três poderes do estado — sem indicação política.
Em instituições tradicionais e hierárquicas do estado — sejam elas do Executivo, do Legislativo ou do Judiciário — mulheres seguem enfrentando dificuldade para chegar ao topo, mesmo tendo tempo de serviço e qualificação técnica de sobra. A sub-representação feminina não é coincidência: hoje, das 41 cadeiras da Assembleia Legislativa de Goiás, apenas 4 são ocupadas por mulheres — 9,7% do total, o mesmo patamar observado desde 2022, apesar de mulheres representarem 53% do eleitorado goiano. Essa distância entre quem vota e quem decide é uma barreira estrutural que atravessa toda a administração pública do estado.
A ideia central da minha proposta é simples e justa: se a servidora cumpre os requisitos de antiguidade e mérito, sua ascensão não pode ser travada por critério subjetivo ou escolha exclusivamente política — em nenhum dos três poderes. No Executivo, isso significa lutar por leis com critérios 100% objetivos de merecimento no funcionalismo — secretarias, autarquias e empresas públicas — reduzindo indicações políticas que hoje barram mulheres qualificadas. No próprio Legislativo, o compromisso é cobrar os mesmos critérios técnicos na estrutura interna da Assembleia. E no Judiciário, onde a autonomia do Poder deve ser respeitada, minha atuação será por diálogo institucional e fiscalização — cobrando transparência nos concursos públicos de outorga de cartórios e serventias extrajudiciais, com atenção à equidade de gênero nos editais e nas bancas examinadoras.
Como deputada estadual, meu compromisso vai além do discurso: quero propor a criação de um Banco de Talentos Feminino, um cadastro oficial de servidoras e profissionais especialistas dos três poderes, de consulta recomendada ao Governador, à Mesa Diretora da Assembleia e, no que couber, ao Tribunal de Justiça, na escolha de cargos de liderança. Porque mulher não pode continuar sendo maioria nas urnas e minoria nos espaços de decisão. Lugar de mulher é onde ela quiser — inclusive na chefia.

