Trabalhar seis dias seguidos para descansar só um significa, na prática, viver em função do emprego — sem tempo de qualidade com a família, sem espaço para cuidar da própria saúde, sem descanso de verdade antes de recomeçar a semana. Para milhões de trabalhadores brasileiros, essa é a rotina imposta pela escala 6×1, um modelo que sacrifica saúde mental e convívio familiar em nome da produtividade.
Defendo o fim da escala 6×1 porque descanso não é mimo, é necessidade básica para qualquer ser humano trabalhar com dignidade. Sei que essa é uma discussão que está em Brasília, parada no Senado — e serei honesta: como deputada estadual, não tenho o poder de mudar essa lei sozinha. Mas isso não significa ficar de braços cruzados.
Meu compromisso é usar o mandato para cobrar e articular junto ao Congresso Nacional pela aprovação dessa mudança, mobilizando a bancada goiana em torno dessa causa. E, no que depender de Goiás, vou defender incentivos fiscais e contrapartidas em contratos públicos para empresas que adotem jornadas de trabalho mais humanas — porque valorizar quem trabalha também é papel do estado.

